Nada melhor do que a pressão popular para que a administração pública possa exercer suas obrigações. Aqui em Cotia vimos isso várias vezes, sempre que o Executivo Municipal delibera por algo que não vem de encontro ao interesse público e a pressão popular os faz ver que as decisões precisam ser revistas. Esse é o verdadeiro processo democrático. Não se trata de exercer oposição, mas exercer o direito de cidadania numa gestão participativa.
Mais recentemente, como você pode conferir na postagem anterior, o Movimento Cotia Cidadã, composto por várias entidades representativias convocou uma reunão preparatória para a convenção da V Conferência Estadual das Cidades. Depois de publicado neste blog e divulgado pela midia local, a prefeitura publicou o decreto municipal nº 7.613 que declara nula a convocação feita por iniciativa do Movimento Cotia Cidadã. A anulação tem como base a Resolução Normativa nº 14, de 6 de junho de 2012, e a Portaria nº 508, de 17 de dezembro de 2012, ambas do Conselho das Cidades – ConCidades. Segundo os dois atos, a convocação é uma prerrogativa do Executivo Municipal e a data limite para convocação do evento pela Prefeitura se encerrará em 22 de fevereiro.
Essa é uma demonstração de mão dupla clara da nossa adminstração de uma resposta aberta ao diálogo participativo porque os destinos da cidade cabem à todos, admistração e população. Vamos torcer para que a formação do novo Conselho da Cidade possa refletir esse exercício de cidadania. Anote na agenda e participe!
Conferência Municipal da Cidade de Cotia
Data: 18 de maio de 2013
Local: Espaço Viver a Vida
Endereço: Rua Senador Feijó, 110, Centro, Cotia
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Os bons ventos da Esperança.
Estamos
diante de um dilema no qual não basta ser apenas o espectador das decisões
políticas que ditam o desenvolvimento da nossa sociedade, mas o momento de
conquistarmos espaço nas discussões e decisões que norteiam as mudanças que
afetarão nossas vidas a partir de agora.
Num sistema
onde os governantes instituíram ao longo do tempo um modelo de gestão que ignora
e desencoraja a participação popular, os desafios são especialmente maiores
porque é necessário resgatar a esperança no cidadão, de que seu esforço é
reconhecido.
Apesar da
legislação vigente oferecer diversos instrumentos que viabilizam a
transparência da informação e da gestão participativa através da criação dos
Conselhos Municipais, a forma como a atual administração manipula o acesso às
informações e o funcionamento pleno dos diversos conselhos, torna a gestão
participativa não só incipiente, como a leva a um patamar de total
incredulidade, por consequência, o engajamento do cidadão se dispersa no
desânimo.
Não há nada
pior para um sistema democrático do que a falta de interesse na participação da
gestão pública pelo cidadão, porque esta alienação permite à administração
municipal exercer uma política que não reflete necessariamente as necessidades
fundamentais para a melhora da qualidade de vida da população, abre espaço
apenas para o favorecimento de determinados setores da sociedade e ainda dá
legitimidade à decisões equivocadas ( ou à falta delas),pois se ninguém se
manifesta, está tudo certo, valendo a máxima ¨que quem cala consente¨.
Um
importante passo na mudança dessa realidade foi a convocação para a Conferência Municipal da Cidade de
Cotia”, por parte da sociedade organizada; etapa preparatória da V
Conferência Estadual das Cidades - a ser realizada no período compreendido
de 1º de março 2013 à 15 de maio de 2013, que tem por objetivo a formação do
Conselho da Cidade, órgão deliberativo e consultivo de administração
democrática que visa proporcionar as condições ao exercício do direito de todo
cidadão participar através de formas diretas e representativas do controle e
planejamento do governo, priorizando o fortalecimento, transparência, eficácia
e autonomia das administrações públicas. Mais informações sobre a convocação
visite: www.conferenciadacidadecotia.blogspot.com
Estamos num
momento oportuno, onde a pauta principal da agenda política é a alteração do
Plano Diretor.
Agora, além
da articulação já iniciada pelas organizações não governamentais e cidadãos
engajados na participação e discussão das alterações, a reconstrução do
Conselho da Cidade através da iniciativa da sociedade organizada é um reforço a
mais para garantir que as alterações no Plano Diretor reflitam o desejo dos cidadãos.
O momento é
de esperança, acreditar que podemos fazer a diferença e o faremos, mas depende
do empenho de todos.
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